quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

Campus Party exibe PCs ‘tunados’ e improvisos caseiros


“Modder” é o apelido do usuário de computador que não se contenta em ver sua máquina funcionando – ele se sente na obrigação de torná-la melhor. Para isso, ele pode instalar as peças mais potentes, alterar o visual do gabinete ou simplesmente improvisar alguma solução para resolver seus problemas.

A área de “modding” da Campus Party tem usuários com essas necessidades diferentes, que trouxeram para o evento suas criações mais recentes. O G1 conversou com eles para descobrir as histórias (e as peças) por trás dos chassis que se destacam entre os demais.

*Máquina dos sonhos*


O computador montado pelo mineiro Rodrigo Braga, de 25 anos, é um exemplo das máquinas mais potentes que o usuário pode montar atualmente. Ele tem refrigeração líquida, processador de quatro núcleos, duas placas de vídeo, dois discos rígidos e uma fonte de energia de 1.000 watts, entre outros acessórios. O preço do conjunto? Cerca de R$ 15 mil, conquista facilitada com o patrocínio de uma loja de informática de Belo Horizonte.

Rodrigo conta que teve problemas com a placa-mãe durante a montagem e abriu uma das laterais do gabinete para uma melhor visão do interior. Apesar do conjunto topo de linha, o computador ainda não é capaz de rodar em qualidade máxima o jogo “Crysis”, um dos mais exigentes da história dos games.





*Mão na massa*






De longe, parece uma radiola antiga. De perto, as aberturas na madeira mostram uma máquina moderna, montada pelo estudante de biologia Hermann Maier. Ele projetou e construiu o gabinete de madeira com ar retrô em cerca de três meses – a montagem durou apenas um dia.

Já o funcionário público Maurício Beltran tinha um processador que esquentava demais, falhando durante os jogos mais exigentes. A solução pareceu simples: ele aproveitou um gabinete que era usado como servidor por volta de 1996 e criou um sistema de refrigeração líquida baseada em bombas de aquário e mangueiras de máquina de lavar. Segundo Maurício, o sistema, que ficou pronto duas semanas antes da Campus Party, mantém a temperatura do processador em torno de 30 graus.


*Tudo ou nada*


Tudo ou nada

Os amigos de Maciel Barreto dizem que ele já virou celebridade. Ele veio de Itajuípe, na Bahia, e viajou 28 horas de ônibus para instalar seu computador “caveira” em uma das primeiras mesas na entrada da Campus Party – e agora ele dá entrevistas o dia inteiro.

Por dentro, o computador de Maciel é comum, sem preparação para jogos. Por fora, é uma armação de acrílico que consumiu cinco meses de trabalho e “mais de R$ 1 mil”, segundo ele.

Para o estudante Victor Appolinario, porém, visual é só um detalhe. Sem tempo de preparar uma carcaça estilosa para seu processador Core 2 Duo, ele montou a máquina do jeito que usa em casa: peças montadas sobre a caixa da placa-mãe.

*O Evento*

Os participantes do Campus Party começaram a chegar ao local do evento na segunda-feira, carregando suas mochilas, malas e as bagagens principais (monitores, computadores, joysticks, fones de ouvido, toca-MP3). Cerca de três mil pessoas se inscreveram na primeira edição brasileira do evento, criado há dez anos na Espanha e que é referência para os "geeks" (fãs de tecnologia) no verão Europeu.

Os visitantes inscritos, que podem levar computador e ficar acampados em barracas disponibilizadas pela organização do evento, participam de competições de games, oficinas de astronomia e música e palestras sobre software livre e internet. Há 900 barracas no prédio e seus "moradores" poderão levá-las para casa.




Fonte: G1



agora me digam...vocês comprariam uma belezinha dessas???



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